O 7 de setembro de 2025 não ficou marcado apenas pelos desfiles cívicos. Em São Paulo, a Praça da República foi tomada por milhares de pessoas em um grande ato convocado pelas centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O objetivo foi reafirmar a defesa da soberania nacional e levantar bandeiras históricas da classe trabalhadora.

Um 7 de setembro do povo
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes lembraram que independência e democracia só fazem sentido quando garantem dignidade para quem trabalha. O lema do dia deixou isso claro: “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro”.
A mobilização foi também uma resposta ao momento político e econômico. Além de críticas ao chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o ato trouxe pautas como:
- redução da jornada para 40 horas semanais sem corte de salário;
- fim da escala 6×1;
- isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil;
- e maior taxação sobre os super-ricos.
Presenças e energia
A manifestação contou com a presença de ministros, parlamentares e lideranças de diversos partidos de esquerda, além de militantes de movimentos como o MST e o MTST. No palco, discursos se misturaram a apresentações culturais, criando um ambiente de protesto, mas também de celebração e esperança.
Mobilização nacional
Embora São Paulo tenha concentrado o maior ato, mobilizações semelhantes aconteceram em 36 cidades de 23 estados e no Distrito Federal. Em todas elas, a mensagem foi a mesma: defender a democracia, os direitos sociais e o protagonismo popular diante de ameaças externas e internas.
Mais que um ato, um recado
O encontro na Praça da República mostrou que os sindicatos e movimentos sociais seguem vivos e organizados, com capacidade de colocar milhares de pessoas nas ruas em defesa de pautas que falam diretamente à vida do trabalhador. Mais do que protesto, foi um recado de unidade e força popular: a soberania do Brasil só existe de verdade quando o povo é ouvido.
